“Contentar-me-ia ser surda, apenas a ouvir a vibração das tuas notas
e a batida rítmica do teu coração
Contentar-me-ia ser muda, pois em meus olhos descobres o segredo
e a emoção explícita de desejar-te profundamente
Infeliz seria se fosse cega, e não conseguisse ler as palavras que escreves
e amargamente não dedicas nenhuma a mim.”
Emanuelle Pinheiro Neis
Estava visitando este blog num dia desses em que ficamos a toa, navegando num universo de não sei o que fazer e por curiosidade fui ler as letras desta escritora e deparei-me com a epigrafe acima, por um momento reportei-me aos desejos do coração, fui levada a refletir sobre as hibernações que nos propomos em certas épocas da vida.
Hibernações estas que muitas vezes são feitas por não termos mais condições de sofrer e não pelo fato de não podermos mais amar ou nos apaixonar. Ao entrarmos neste estágio de introspecção na tentativa de nos reconstruir para num futuro aventurarmo-nos numa nova paixão, muitas coisas estão em jogo requerendo de nós um autocontrole muito sofredor, pois, se por um lado temos a necessidade de nos encontarmos e isto só se faz na solidão de nossas quatro paredes e na agrura de nosso coração, corremos o risco de ver o tempo passar e com isso as possibilidades também, parodiando o Rei dizer “ se chorei e se sofri o importante é que emoções eu vivi” e são estas vivências que nos darão o suporte necessário para viver todas as aventuras passionais.
Mas, se pelo contrário, não ficarmos neste mundo de hibernação emotivo-passional estaremos cotidianamente a mercê de nos apaixonarmos por possibilidades. E estas possibilidades são tão tênues, pois muitas vezes temos a certeza de que o outro lado está na mesma sintonia e ele não está, ou acharmos que não e ele está. São muito comuns “as paixões por possibilidades”.
Quando nos apaixonamos por possibilidades um simples café, um simples olhar nos leva a sonhar com fatos que talvez nunca acontecerão... um toque no celular, quando o outro lado nem tem o número... um convite para uma viagem e até mesmo uma noite de amor suave e romântico, pois as possibilidades de paixão nunca são carnais, elas sempre são emocionais e levam em conta como nós imaginamos, idealizamos a nossa cara metade...
E neste emaranhado de emoções dei-me conta de que apesar de ter passado pela adolescência há muito tempo ainda continuo passional, pois afinal de contas sou mulher.
Sílvia Pinheiro
Este blog foi feito com o objetivo de publicar textos que contém a mais pura emoção recheada de sensações alucinantes.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
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