Páginas

Powered By Blogger

Este blog foi feito com o objetivo de publicar textos que contém a mais pura emoção recheada de sensações alucinantes.

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Abalos

Não sei ao certo que horas eram. Talvez cedo, talvez tarde... Em alguns momentos a hora cronológica torna-se secundária e vivemos a hora da emoção. Hora essa que nos marca para sempre como um tornado, avassalador... Às vezes nos reconstruímos, outras passamos o restante das horas vindas tentando parecer construídas como se nada tivesse acontecido, é como um sonho quase acordada, vivendo por viver... Como nos marca muito, é nela que colocamos todas as nossas expectativas de felicidade... Em um dado tempo de nossa vida emocional ela nos torna “senhoras do nosso destino” são tão intensas e fantásticas que nos fazem rir à toa, saltar de alegria, responder a um insulto com um sorriso que desmorona qualquer um... sentir-se sensual de camisola de bolinhas e cantar “anjo a luz do sol está me acordando” ao receber uma pizza, mesmo sabendo que ela nós trará sérios problemas com a balança... E assim vamos vivendo todos e cada dia com a verdadeira certeza de que a “nossa hora da emoção” é tênue e se confunde sempre com a hora cronológica não interessando a intensidade que tenha sido vivida.


Muitas vezes vivemos com um amor os piores e os melhores momentos de nossas horas, se eles forem melhores o maior número de tempo, nós o contamos como hora da emoção, se eles forem piores nós o contamos como hora cronológica. Mas na nossa pequenez esquecemos-nos de distinguir a emoção corpórea momentânea da duradoura e assim sendo vivemos emoções conturbadas, pois não sabemos ao certo o que realmente nos faz feliz...

Em muitos momentos a felicidade está em passear de mãos dadas num lugar qualquer sentindo o vento bater em nossas faces e ser beijada delicadamente ao ser deixada no portão de casa com a sensação de quero mais... Em outros a felicidade está em ter as roupas arrancadas com frenesi, ter o corpo vasculhado, invadido... sentir os lábios amortecerem e as pernas tremerem num delírio de prazer...

Qual é a verdadeira hora da emoção, então? A que alma sente prazer ou a hora que o corpo padece nos braços viris de um amante? Talvez este seja o maior enigma a ser desvendado por nós mulheres, pois as que nadam em um maremoto querem a tranqüilidade de um único lago de águas cristalinas e as que nadam na cristalinidade da serenidade desejam abalos sísmicos não esperados apenas acontecidos.

Nenhum comentário: